Canção da pandemia: parodiando a vida (in)tensa!

Karine Rios de Oliveira Leite, Thiago André Rodrigues Leite

Resumo


Canção do Exílio, um dos mais famosos poemas da Literatura Brasileira, escrito por Gonçalves Dias em 1843, tem sido (re)lido e reescrito, produzindo outros efeitos de sentido, os quais, provavelmente, não foram aventados pelo autor. Dito de outra forma, esse poema tem sido parodiado por vários poetas brasileiros, lembrando que, em última instância, para que uma paródia se efetive, é preciso que haja elementos estruturais e até temáticos que remetam ao texto parodiado, texto-base. Foi justamente pensando em possíveis paródias a partir do poema Canção do Exílio, na relação com o triste momento de pandemia vivenciado globalmente, que decidimos promover um concurso de paródias, cujo tema foi Canção da Pandemia, tendo como foco o distanciamento e o isolamento sociais. Neste artigo, pautando-nos na concepção de “poesia” para Paulino et al. (2001) e Benveniste (2006), analisamos as paródias vencedoras, procurando evidenciar o trabalho poético dos autores na relação com a estrutura e o conteúdo do texto-base, Canção do Exílio. Também analisamos algumas figuras de linguagem nessas paródias, procurando destacar a presença da poesia como uma espécie de outra “língua” dentro do próprio sistema linguístico. Para a noção de “figuras de linguagem”, embasamo-nos em Bechara (2009).

Palavras-chave


Pandemia; Poema; Paródia; Poesia.

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Referências


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